segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Filme "A Ilha do Medo"

Gostei. O filme é excepcional. Um trhiller psicológico que demonstra claramente como tudo a nossa volta é reflexo de nosso mundo interior, ou quase tudo. Já assisti esse filme algumas vezes e vale a pena. Recomendo. O medo nos enclausura, nos faz viver alienados da beleza da vida, da esperança, nos algema a fatos e situações, nos impede de desfrutar o que há de melhor em nós. Sempre penso nesse filme quando sinto medo de alguma coisa, quando a angústia tenta se aproximar de mim e me sufocar eu lembro desse filme.
Duas cenas. O ínício, onde a personagem-vítima da loucura está numa  crise de insanidade vê na ilha um lugar de extremo perigo - a ilha do medo - e no final, quando a personagem está calma e mais lúcida, livre de si e seus medos excessivos e psicóticos, exagerados, então a mesma ilha que era um lugar lúgubre, de terror, é na verdade um lugar bonito, onde há flores, e árvores belas, e luz.
Ou seja, percebe-se que o medo que há mim traz para fora, para a realidade exterior a angústia e a tristeza, refletindo num mundo hostil.
O outro lado dessa história é que a paz que me inunda interiormente, irá transbordar e se refletir retornarndo para mim num reflexo de beleza. Portanto, muito verdadeira a afirmação de que a beleza está nos olhos de quem vê, e mais, tudo o que vejo no outro, o que critico no outro, tenho que ter o cuidado de observar com atenção pois ele é muitas vezes um espelho, refletindo de volta para mim, coisas que tenho em mim e não reconheço, pois não gosto de ver.
A nossa saúde mental, a nossa paz interior, o que pensamos, como agimos, o que desejamos, o que falamos, tudo isso irá se refletir no nosso dia-a-dia e pintar a tela da nossa vida, podendo ela ser a ilha do medo ou a ilha de paz - você escolhe.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Aprendendo todo dia!

Nada como reler algumas postagens antigas pra gente se "revisitar" e perceber o quanto mudou.
Quanto aprendeu...
É meu caro visitante!
Daí você nota que essa vida é cheia de altos e baixos!
Talvez você me diga: "ah, fala sério! vc precisa reler pra perceber isso?" - com cara de estranhamento.
E eu te respondo: - Calma aí! - claro que não. Não preciso reler pra saber que a vida é cheia de altos e baixos. Mas, é que escrevendo, te explico: ( e se estivéssemos sentados na mesa da minha casa eu iria lhe perguntar se vc queria mais café (!) - vc tem a oportunidade de se reler, se rever com outros olhos, como se vc fosse o outro. Como que fazendo uma releitura de vc mesmo.
Como se vc fosse uma fotografia tirada há muito tempo e encontrada num livro, na estante. E vc se olha e acha graça na roupa que vc usava naquela foto, e até se pergunta: puxa, eu já usei esse tipo de calça?! - exclamando pra vc mesmo.
Escrever e depois reler, como faço nesse blog. É isso. Uma oportunidade que dou a mim mesma de me rever e me reencontrar e me repensar como pessoa.
E perceber o quanto mudei.
E sabe o que? Da até pra sentir uma saudadinha de mim mesma...
Hoje estou altamente filosófica, mas acho que é o adiantado da hora e estou sozinha no meu escritório trabalhando num silêncio que só é quebrado pelos meus pensamentos acerca dessas coisas engraçadas da vida.
E pelo som da lembrança da voz da minha irmã que me diz: ah, Fá, acho tão engraçado as coisas que vc diz. Ou então do meu mano que escreve: rerere, quando quer dizer que está rindo.
No fim nas minhas releituras estamos nós três, um sol de final de tarde e um café bem gostoso.
Isso é a vida. Afeto e lembrança.
Para quem lê já adianto. Essa lembrança é algo imaginário. Uma lembrança que quero ter. Uma saudade de algo que não necessariamente tenha acontecido, mas saudade de pessoas que amo e quero perto sempre.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ano Novo, Vida...

Queridos amigos de blog. Vc que me dá o prazer da sua visita e a honra de sua presença!
Feliz Ano Novo!
Mas, falemos francamente.
Não é um alívio o final dessas festividades todas?
Eu particularmente acho que sim.
É um agito só que não acaba mais.
Mercados ficam tão apinhados de gente que parece que nunca mais irão abrir as portas outra vez.
As estradas então, dão a demonstração do que seria uma fuga em massa no caso de uma invasão do planeta por seres alienígenas, ou até mesmo alguma praga apocalíptica!
As pessoas ficam ensandecidas, fora de si, no afã de comprar o tal presente certo para aquela pessoa especialíssima que não pode ser esquecida de modo algum!
E tem também aqueles presentes que devem, notem bem, devem ser comprados para aquela pessoa que nem é tão especial - mas, fazer o que, está no raio da sua lista, não é mesmo? sabe-se lá por que cargas d'água...
É, queridos... essa é a face cruel da vida que não nos mostram nos comerciais de margarina!
Assistindo ao programa do Bruno Mazzeo, no canal Multishow, o Cilada, que aliás gosto muito, até recebo torpedo no meu celular quando vai começar, vc vê todas essas coisinhas que comentei atrás, de modo muito único.
Ele inclusive fala nas tais "caixinhas" de final de ano. Pois é. Ninguém instituiu a "nossa" caixinha.
Já observaram como essas caixinhas proliferam? E como vc fica sendo persona non grata ao deixar de contribuir com a famigerada?
Caros amigos, é por essas e outras que eu estou muito feliz com o retorno à boa e velha rotina.
Se vc pensa de modo diferente, lamento, vc terá que encarar a rotina do mesmo jeito. Paciência.

De qualquer forma. Feliz Ano Novo.

Beijão!

domingo, 7 de novembro de 2010

Vida sempre nova

Hoje estava relendo o post que escrevi quando fazia 10 dias da morte da minha mãe.

Engraçado porque ontem justamente, visitando uma amiga, comentei acerca do assunto, sobre como eu não costumo falar sobre isso, como superei a dor da perda e como a vida segue - felizmente.

E agora, olhando a vida sempre nova, percebo que temos laços mais fortes com aqueles que ficaram.

Eu, Andréa e Cido estamos mais próximos.

Estamos mais ligados.

A morte é estranha.

Aqueles que ficam é como se fossem sobreviventes de guerra.

Sentem necessidade de se aproximar - no nosso caso. Devem ter casos em que as pessoas se afastam. Aliás, basta ver o outro irmão que se distanciou de nós.

E nós que nos aproximamos, temos o prazer de nossas companhias, e nossas novas histórias.

E tudo é tão bom também.

E temos tantas histórias. E é tão gostoso.

Estes dias eu disse ao meu irmão que ele deve ir logo visitar a nossa irmã e ver os nossos sobrinhos Yumi e Kazuo. Eles estão fofíssimos.

Kazuo, por exemplo, quando vai se referir ao personagem Júlio do seriado infantil Cocoricó fala: Úlio - com u bem comprido.

Fala "rarralo" para cavalo e outras bonitezas que crianças falam.

Yumi também.

Quando vai chamar Amanda de manhã pra levantar diz: "acóda, pima" e depois..."pooonto..."

Ela chama Amanda de "pima". Diz que tem saudade da "pima".

Que a "pima tá a casa da ela".


Essas coisas são de uma simplicidade e de uma lucidez e de uma afetividade que são impagáveis.

Quem tem filhos, sobrinhos e irmãos e primos e família tem tesouros.

Tem manhãs com café e pão especial de mandioquinha que a tia compra porque sabe que a sobrinha gosta.

Tem café feito pela mana - que ela chama de café cabloco - porque a mana gosta de café fraco e a outra mana - a que faz o café gosta de "tinta".

Tem passeios com sobrinhos correndo no mercado, querendo pegar tudo e deixando todo mundo atordoado.

Tem almoço no "Gadioli" - a Santa Felicidade paulista - onde o garçom está estressado - mas no fim ri - porque os sobrinhos fazem festa com papeis que a mamãe arruma pra distrair a garotada.

Tem jantar no Irerê - com direito a "mergulho" da Yumi pra pegar o batom da mamãe que caiu debaixo da mesa, com direito a crise de riso da mamãe, tia Fá e da "pima" Amanda.

Tem criança cansada no banco de trás do carro chorando que quer o "cuco" e a mamãe esqueceu a mamadeira com o suco do Kazuo.

Tem o Kazuo chorando inconsolável porque o papai dele tá trabalhando em Cubatão faz um bom tempo e ele quer brincar de "rarralé" (jacaré) com o papai e a maninha Yumi tenta acalmá-lo dizendo: papai trabalhando Kazu.

Tem o tio Ci que leva a gente no Rei da Picanha. E que canta a música da "Mariposa".

Que a Amanda pensa que quem cantava eram "os carinha" dos "Diabos do Quintal" querendo se referir aos "Demônios da Garoa".

Tem também o jantar na Valejo, onde o tio Ci é conhecido de todos e o atendimento é V.I.P., com direito a piadas e risadas sem fim.

Felizmente a vida é sempre nova.

Todas as perdas são superadas.

Tudo se renova sempre.



"Mas os que esperam no Senhor, renovarão as suas forças; subirão com asas como águias..."
Isaías 40:31

O post de hoje dedico ao meu mano Ci. Que o Senhor esteja renovando tuas forças. Trazendo alegria e ânimo! Boa semana!

Beijão!




sábado, 6 de novembro de 2010

Não é Shakespeare e sim Veronica A. Shoffstall

Corrigindo.




Em data de 24 de fevereiro de 2008, vim toda faceira e feliz fazer uma postagem que na verdade era uma citação de um texto que eu cria ser de Shakespeare.


A primeira vez que o ouvi foi numa apresentação para escolha de orador de nossa turma para formatura na faculdade - e a candidata leu o texto - que diga-se é belíssimo - dizendo ser de Shakespeare.




Internalizei a informação e passei a retransmití-la por aí de forma equivocada de que o autor seria Shakespeare.


Ledo engano.


Felizmente participo de uma comunidade no orkut cujo nome é: Afinal, quem é o autor? Ali, tenta-se esclarecer a autoria de tantos textos que vemos circular na internet de modo equivocado, como este que agora venho corrigir.




A verdadeira autora do texto abaixo - o qual transcreverei apenas parte -

é Verônica Shoffstall:




"Depois de algum tempo vc aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas." [...]






A maninha dá ibope!

Caros amigos de plantão! Vc que me dá o prazer da sua companhia.
Justamente essa semana, na postagem anterior comentei que há tanto lixo virtual que ia me dar ao luxo de manter o meu aqui.
Recebi um comentário muito simpático - como sempre - da minha fiel e assídua leitora - minha maninha querida!
E essa semana, como estou tentando aprender mais sobre essa ferramente de comunicação e aprimorar o meu espaço e reciclar o meu lixo - brincadeirinha - virtual - descobri a ferramenta estatística.
E fiquei muito impressionada ao constatar que a postagem campeoníssima com a marca de 285 acessos foi " Feliz Aniversário, maninha!".
Veja que interessante!
Fiz essa homenagem para minha única irmã com a certeza absoluta de que somente ela iria ler - e no fim essa foi a postagem mais lida.
Muito curioso.
Outra coisa que me chamou a atenção foi que o blog foi acessado por pessoas do Japão, Ucrânia, Estados Unidos, Portugal, e outros lugares distantes, gostei muito.
Aliás, agora estou mais motivada a escrever no blog.
Percebi também que o título da postagem é importante. As pessoas jogam frases no google e acabam chegando no blog em função daquela frase. Porém, não tenho a pretensão de ser campeã de leituras. Como minha irmã me disse: o blog é a minha cara, e é feito para mim e aqueles que me conhecem. Evidente que se alguém lê o que eu escrevo me sinto gratificada.
Minha irmã tem razão. Vou manter meu espaço aqui e agora: Parabéns, maninha!

Beijão!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Complicado

Blog é coisa difícil de fazer e manter.
Tem gente que tem talento nato. Não é o meu caso.
Isso aqui virou um monte de coisas que não tem nada em comum.
Coisas do dia a dia, com poesia, filme, trabalho, filhos, enfim, coisas de vida.
Bagunça.
Minha irmã tem um blog bem bonito e organizado, bem escrito.
Eu recomendo. É o Z de Zebra.
Ali na lista tem também outros blogs fofos.
O meu escrevo mais pra mim mesma e para os amigos de plantão.
Vc que me visita e não me conhece, e acaba lendo, agradeço desde logo seu tempo
e sua atenção, pq isso aqui é realmente nada com coisa nenhuma.
Já pensei em deletar.
Mas internet tem tanto lixo virtual, que vou me dar o luxo de manter o meu aqui.
Nem ocupa tanto espaço assim e é meu lugar.
Quem sabe não consigo fazer isso aqui virar um blog bonito e bem articulado?

Um beijo e bom feriado!

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